As cores da natureza na criativa Casa Cor 2016

Ao entrar na Casa Cor, montada na sede do Petrópole Tênis Clube, sente-se aconchego em meio ao predomínio das cores secas nos ambientes – beges, laranja, marrom em diferentes tonalidades,de laranja,verde e amarelo -como um prolongamento das cores deste nosso rigoroso inverno (tendência vista na Feira de Milão). No Estar Gourmet da arquiteta Livia Bortoncelo, está enfatizada a busca das cozinhas abertas para o ambiente de estar e os revestimentos em material sintético, resistentes ao calor próprios para tampos e pisos.  É a preocupação ecológica, refletida na tecnologia e no conforto (Foto 1).

Foto 1

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O “mármore“ está nos painéis de parede dos novos materiais, mais leves que os naturais e, às vezes mais caros. Móveis e objetos de adorno bem como a cadeira estruturada com a parte superior de cabides, harmonizados com grande vaso de tosa de ovelha e banquinhos, com o tampo revestido pelo mesmo material confundido com feltro.

Patricia Palma destaca em seu ambiente uma cozinha hightech em que a separação do ambiente do balcão de utensílios em uso é feita com portas para fechar e isolar a área de trabalho e uma coifa de última geração sobre o fogão. O ambiente chama-se Cuccina 25, em homenagem aos 25 anos da Casa Cor 2016 no RS e à cozinha italiana. (Foto 2)

Foto 2

CUCINA 25 (80)

 

Chamou-me atenção no passeio pelos 44 ambientes apresença de livros, tanto em estantes como para obter a altura desejada de luminárias de mesa. Detalhe surpreendente? A proteção em vidro de um abajour com pantalha de tecido, na mesma função do cloche de metal para a comida de um prato individual levado à mesa. A presença de um violoncelo de pé e seguro por um gancho fixado na parede surge no espaço de Francisco Franck como um personagem que marca a conotação musical do ambiente. Verdes naturais ajudam nessa aconchegante mostra de ambientes, em que vasos diferentes são agrupados com folhas frescas e um galho seco (Foto 3 e 4).

Foto 3

Franck 085 ( p materia)Foto 4

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As soluções sugeridas pelos arquitetos coincidem bem com os tempos atuais: estar confortavelmente em casa, reunir amigos e fugir da agressividade nas ruas. É voz geral que a mostra no Petrópole está dotada de impecável esquema de gastronomia. Ao descer as escadas em direção ao pub aprecia-se a cozinha com o pessoal em pleno trabalho.

No pub (Foto 5) com forro de material acústico (espaço da ex-boate do clube) é onde são servidos gostosos lanches. Mas sugiro ir até o balcão para perguntar as novidades do dia, pois elas não estão nos menus entregues pelos garçons. Muito bonito o salão onde foi instalada uma longa mesa para 36 comensais em forma de retângulo com espaço central para o chef conversar com os participantes sobre os cardápios servidos. Quem coordena a promoção é Fernanda Guimarães, uma advogada de Direito de Consumo e comentarista de rádio e televisão. A experiência gaúcha está florescendo: ela já coordena jantares para eventos em São Paulo.

Foto 5

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NOS JARDINS

A circulação por esta bela e informativa Casa Cor seria bem mais fácil se melhor sinalizada. Sabe-se que a planta baixa do prédio do Petrópole Tênis Clube é difícil de percorrer (ainda mais se estiver lotada como na quinta-feira em que lá estive). Os ambientes externos são os mais prejudicados, mas ainda há tempo para melhorar, pois a mostra fecha dia 21 de agosto, um domingo.  Os arquitetos Maria Rita Kops e Paulo Zopas, criaram sob um telhado com um vistoso piso, um ambiente de estar junto a garagem e ao jardim. (Foto 6)

Foto 6

Garagem Renault (28)

 

No frontão da fachada do prédio, marcando a entrada dos visitantes, há fotos dos 67 profissionais que participam da mostra. Visitar esta Casa Cor é um bom passeio que também destaca a gastronomia.

 

 

Célia Ribeiro - foto Jonas Adriano

Sinônimo de elegância e cultura, Celia Ribeiro surpreendeu e emocionou seus leitores ao anunciar a aposentadoria aos 86 anos, 60 deles dedicados ao jornalismo. Depois de cursar Filosofia e integrar o Clube de Teatro da UFRGS, ela começou sua carreira assinando críticas de teatro para o jornal A Hora, onde conheceu o marido, o também jornalista Lauro Schirmer, falecido em 2009. Versátil, passou pelas rádios Guaíba e Gaúcha, pelas revistas do Globo e Cláudia, e foi uma das pioneiras da televisão no Estado, com atuação nas TVs Piratini e Gaúcha.

Em Zero Hora, onde começou a trabalhar nos anos 1970, exerceu as funções de repórter, editora, blogueira — e colunista da revista Donna. Compartilhou o conhecimento sobre boas maneiras em uma série de livros, como Etiqueta na Prática e Etiqueta de Bolso, e também dedicou-se a retratar figuras históricas, como na biografia Fernando Gomes. Para além do jornalismo, é lembrada por gerações de debutantes que assistiram a suas aulas de etiqueta.